POR QUÊ ESCOLHEMOS O JARDIM DE INFÂNCIA ALTERNATIVA
PARA NOSSA FILHA.
Uma
das decisões mais importantes na vida dos pais é a escolha
da escola dos filhos. É sabido que essa escolha influenciará
na formação da personalidade do futuro jovem e, conseqüentemente,
sua maneira de interagir com o mundo, de enfrentar e vencer desafios
e obstáculos que certamente virão em sua vida adulta.
Como a maioria dos pais, sempre buscamos o melhor para os nossos filhos;
difícil foi saber discernir o melhor e ter a coragem de mudar.
Por diversas vezes tínhamos ouvido falar, através de
amigos comuns e de outros profissionais de educação,
sobre o trabalho pedagógico desenvolvido pelo Jardim de Infância
Alternativa e de seus resultados de sucesso obtidos junto à
Educação Infantil do Município, mas, confesso
que dele (método) sabíamos apenas que era desenvolvido
em ritmos e com uma quantidade de informações diferentes
das escolas tradicionais. Quando eu e meu marido resolvemos conhecer
a escola, já no primeiro contato ficamos sabendo que ali no
Jardim era aplicada a Pedagogia Waldorf, comprometida não somente
com o aspecto intelectual das crianças, mas também,
com o desenvolvimento integral das mesmas, respeitando temperamentos
e ritmos próprios, de uma forma lúdica com limites,
e preservando, acima de tudo, suas potencialidades e individualidades.
Conhecemos esta casa-escola juntamente com a nossa filha e ficamos
encantados. As crianças (como ela) brincavam livremente com
carrinhos, toquinhos de madeiras, bambus, pedras, tecidos de algodão,
panelinhas, bichinhos e bonecas de pano (os quais, segundo nos foi
relatado pela professora que nos acompanhava durante a visita, eram
todos confeccionados artesanalmente e o enchimento era de lã
de carneiro).
O que mais me impressionou, confesso, foi ver que as crianças
criavam as próprias brincadeiras espontaneamente, respeitando
uns aos outros, tudo num clima de perfeita harmonia. A professora
da classe, ao mesmo tempo em que era atenciosa com as crianças,
participava e brincava juntamente com elas. Após algum tempo,
a mesma começou a tocar flauta e automaticamente as crianças
passaram a recolher e a guardar os brinquedos (pensei... se não
fossem crianças tão pequenas, acharia que havia sido
tudo combinado para impressionar – acabei por descobrir que
isso faz parte de um ritmo diário na escola). Não preciso
dizer que na minha cabeça a resposta que eu queria há
muito tempo estava se formando... “É essa a Escola que
quero para minha filha”.
Da cozinha da escola vinha um delicioso e agradável cheirinho
de pão, confeccionado pela merendeira e pelas crianças
maiores. Durante a visita, a pedagoga nos explicou como é o
ritmo diário das atividades do Jardim e que dentro da Pedagogia
Waldorf as crianças só serão alfabetizadas aos
7 anos de idade.
Matriculei minha filha no Jardim e, passado algum tempo, pude constatar,
como resultado da dedicação e do trabalho de seus professores,
o desenvolvimento da criatividade e das habilidades não só
da Mariana, mas de alguns de seus coleguinhas de classe (que freqüentam
a minha casa).
São proporcionadas a eles diversas vivências, as quais
são valorizadas pela escola (o contato com a natureza, a arte,
a música, os contos de fadas e a relação constante
e direta com os pais).
Hoje, posso afirmar que, mesmo conhecendo pouco sobre a ciência
antroposófica e a pedagogia Waldorf, reconheço que o
resultado alcançado pelo Jardim de Infância Alternativa
é efetivo e dos inúmeros benefícios que trouxeram
à minha filha Mariana. Todas as vezes em que nós pais
saíamos de algum evento que a Escola promovia (são vários
durante o ano letivo), partíamos com o coração
leve e repleto de gratidão, por termos encontrado, nesta escola,
um ambiente humano e amoroso para que a nossa filha pudesse viver
em sua total plenitude toda a sua infância.
No “Alternativa” não existe pressa para deixar
de ser criança e virar “gente grande”. Existe sim,
ambiente para que, sendo criança feliz, a chegada do ser “gente
grande” ocorra naturalmente, sem atropelos, no seu próprio
tempo e, sinceramente, nós acreditamos ser este o melhor caminho
para a Mariana se tornar essa “gente grande” com um enorme
diferencial – sendo feliz!
Depoimento
de: Paulo Sérgio (aviador) e Mary Christiny (comissária
de bordo) – pais da menina Mariana de 03 anos de idade e nossa
aluna há mais de um ano.